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domingo, 25 de julho de 2010

Somos um

Eu olhava para seus olhos
E via um brilho nascer
Era a paixão refletida
No fundo do meu ser

Tudo aquilo que eu queria
Estava bem ali
Não tardou até que o tempo
Tratasse de nos unir

Se foi karma ou desígnio
Se foi destino ou pura sorte
Disso eu não tenho certeza
Mas sei que encontrei meu norte.

Pensamentos eu tinha muitos
Mas amor eu só tinha um
E agora que te encontrei
Não tenho medo algum
Os sentimentos fluiam
E iam pra lugar nenhum
Mas agora eles têm destino
Pois agora somos um.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Metáfora V


Ganhar na loteria é difícil, isso todo mundo sabe. As probabilidades de se ganhar na loteria são tão remotas, mas tão remotas, que a maioria das pessoas considera impossível. Com isso já desistem de apostar, pensando nas gigantescas probabilidades de não saírem vencedoras.

Mas assim como todos concordam que ser sorteado é muito difícil, todos também concordam com uma outra verdade óbvia, mas pouco observada: só ganha quem joga. Pode parecer simples, mas as pessoas se esquecem disso, se apegam á pequena quantia que seria gasta na aposta com medo de perdê-la e não notam que ela não se compara com o prêmio em termos de grandeza, não notam que o dinheiro posto naquela aposta pode ser facilmente substituido e não fará falta futuramente.

É claro que, como em todo jogo que se preze, quanto mais você aposta, mais chances tem de ganhar, e quanto mais chances tem de ganhar, maiores serão suas expectativas na vitória, quanto maiores essas expectativas, maior será sua felicidade ao ganhar ou sua frustração ao perder. Parece um dilema, e é mesmo, mas só porque é um dilema não quer dizer que seja inescapável.

Quem prefere viver na dúvida, no conforto da ilusão intocada, na inércia da inação para não ver ofracasso da ação, deve segurar seu dinheiro e investir numa poupança, quem tem a necessidade mórbida por segurança acima de qualquer perspectiva de felicidade deve se resguardar. Mas aqueles que querem viver o momento, aproveitar o agora da vida e botar em prática o carpe diem, devem apostar, pois a dúvida irá corroê-los de dentro para fora depois de um sorteio em que eles se recusaram a apostar. O "será que eu venceria?" pode ser muito mais destrutivo emocionalmente do que o "que pena que eu perdi" para esse tipo de pessoa.

Se você perde, sempre pode se recuperar financeiramente e apostar no próximo prêmio acumulado. Talvez fique um pouco desiludido, talvez você não tenha ganho por pouco, mas sempre há uma próxima vez. Talvez nessa próxima vez você fique relutante em apostar, e comece a apostar quantias menores por medo de perder mais dinheiro inutilmente, mas no fundo sabe que não é tão inútil assim, afinal, por uma simples questão de estatística, quanto mais você joga, mais chances tem de ganhar. Mesmo que perca diversas vezes, você está sempre chegando perto da vitória, o problema é que não é assim que a maioria das pessoas se sente quando perde.

Mas se você ganha, ahhhhhh se você ganha...é como um sonho se realizando, todas as suas expectativas de repente enconram respaldo na realidade. Você olha seus números e vê que são exatamente os mesmos do sorteio, a sincronia é perfeita, nenhuma unidade diferente, o que você tem com você e o que tem do lado de lá tem uma correspondência direta e exata. Você vai vibrar e pular de alegria e até se questionar se escolher aqueles números foi realmente uma questão de pura sorte. Afinal seus números poderiam ser outros, os números do serteio poderiam ser outros, você poderia ter escolhido esses números num sorteio anterior, ou deixado alguém marcar para você, você poderia ter desistido de jogar, ou outra pessoa poderia ter ganho com você.

Mas não, o universo parece ter conspirado com perfeição para que você fosse o felizardo. Você não entende como funciona, você fica boquiaberto em perceber o quão sortudo você é, e daí pra frente, se você administrar seu prêmio bem, sua vida se transforma...

...pra melhor.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Tempo e espaço

Este é um post que tem relação com as idéias de Einstein e física quântica. É algo simples que todos nós já experimentamos na vida.

É sobre a nossa percepção de tempo e espaço, e as mudanças que ela pode sofrer.

Segundo Einstein tudo é relativo, e com isso a maioria de nós já concorda. 50 anos é pouco tempo na história da humanidade, mas na vida de uma pessoa isso é muita coisa. 60km/h é uma velocidade absurdamente baixa para um avião, mas para um carro é perfeitamente normal.

Emfim, toda a noção de tempo e espaço (grandezas em geral), está construída com base em comparações entre elementos existentes no nosso mundo, como já mencionei em textos sobre taoísmo, sabemos o que é uma coisa apenas em comparação com seu oposto.

A maioria das pessoas tem idéias parecidas sobre tempo e espaço, porque todos vivemos num mesmo mundo, onde as noções de tempo e espaço são parecidas, um dia é um dia, um ano é um ano, dez metros são dez metros e um kilômetro é um kilômetro.

Mas o homem não é uma máquina racionalmente imparcial, nossa percepção da realidade está sujeita á deformações e transformações casadas por eles, os tão instáveis e famosos...

...sentimentos.

Vinte minutos pode ser um tempo razoavelmente curto para se esperar na fila de um banco para pagar as contas sob condições normais, mas é uma eternidade para quem está atrasado para uma entrevista de emprego.

Quanto maior a pressa, mais lentamente o tempo passará.

Uma ligação que demorou uma hora a mais para ser feita não causa efeito se a pessoa que ligou era seu chefe, um colega marcando alguma coisa para o final de semana seguinte ou alguma empresa te oferecendo cartões de crédito. Mas imagine esperar por uma hora uma ligação de alguém por quem você é sentimentalmente apegado.

Quanto maior a paixão, mais lentamente o tempo passará.

Um metro e meio de distância de uma pessoa que você não gosta parecem centímetros, mas quando se trata de alguém que se ama, um metro e meio parece muita coisa.

Quanto maior o sentimento positivo, maior parece a distância.
Quanto maior o sentimento negativo, menor parece a distância.

Não percebemos o tempo e o espaço de maneira linear. Essa noção se distorce violentamente junto com nossos vertiginosos sentimentos. Quando estamos nos divertindo, o tempo parece voar, quando não, parece se arrastar.

E a principal fonte de emoções da nossa vida são nossos relacionamentos. A matriz da paixão e da grande maioria das emoções que regem nosso dia-a-dia. É nos relacionamentos que nossa noção de tempo e espaço praticamente se dobra.

Tempo longe da pessoa amada passa mais devagar, tempo perto, mais depressa.
Tempo em que se espera ligações passa lentamente, o tempo das ligações, passa rápido.
Todo e qualquer espaço entre você e a pessoa já é espaço excedente, nunca se está próximo demais.

O curioso sobre percepção da realidade é que quanto mais a ciência avança, mais ela parece ser relativa. Já está provado que nossas emoções influenciam nossa saúde e que o meio que vivemos molda grande parte do nosso caráter. Se você levar isso em consideração não estamos apenas percebendo o mundo cada um a sua maneira, estamos absorvendo, vivendo, assimilando o mundo de maneiras divergentes.

O que é um metro?
O que é um minuto?

Para o apaixonado essas medidas estão diretamente relacionadas com a pessoa amada, que parece também tem uma força gravitacional em si que puxa o apaixonado para junto dela. Se ele não fizer nenhum esforço, agir no automático, irá, por inércia, se aproximar da pessoa amada. Assim como temos tendência a nos afastar daquilo que repudiamos. Até movimento é algo relativo.

E você, como você percebe o tempo e o espaço a sua volta? O quão distorcida sua percepção está? Qual a hora que passa mais devagar? E a que passa mais rápido? O que parece estar mais longe, e o que precisa estar perto o tempo todo?

Como você sente o mundo?

sábado, 17 de julho de 2010

Recordes

Foram feitos para serem admirados, respeitados e logo depois, quebrados.

Não perduram pois a tendência natural do homem em tudo na vida é evoluir, e o recorde nada mais é do que uma marca do ápice do progresso anteriormente feito. Uma marca feita em areia, que logo desaparescerá.

Ele nasce em glória já com os dias contados, poucos ecoam pela eternidade insuperáveis. E os que o fazem, tem a ajuda de diversas circunstâncias externas para se perpetuar. Por exemplo...

O recorde de venda de discos de Michael Jackson nunca será quebrado porque hoje, com o advento da internet e aumento da pirataria, as pessoas não vão mais comprar mais CD's como antigamente. O recorde de venda de disco será sempre dele, mas em parte isso se dá por um fator externo, a mudança no funcionamento do mundo da música.

Outros recordes encontram de repente uma enxurrada de substituições uma atrás da outra, devido a novos tempos e novas tecnologias. Os novos recordes na natação são um exemplo disso, as novas tecnologias para roupas e piscinas está tão radicalmente diferente que esse foi o esporte com mais recordes quebrados nas últimas olimpíadas.

Nossa vida também é marcada por recordes. A maior paixão, o melhor amigo, o dia mais divertido. Emfim, os recordes se gravam em nossas vidas, e assim como os recordes da história da humanidade, os recordes pessoais também estão sujeitos ás mesmas regras. Algumas coisas só parecem insuperáveis por fatores externos, outras estão fadadas a serem ofuscadas pelo brilho de uma nova experiência.

Mas nunca vamos saber distinguir um de outro, na verdade, não é preciso, pois qual é a graça de um recorde quando se sabe quando e como ele será quebrado, qual é a graça de um marco grandioso se no momento de seu nascimento você sabe o dia e o meio de sua morte?

Os recordes que nossas experiências atingem e quebram são o sabor da vida, os insuperáveis, brilham por sua glória e ficam marcados na memória, os superados nos surpreendem, pois muitas vezes pensamos que algumas coisas em nossas vidas não podem melhorar, e é esse tipo de coisa que, quando melhora, nos enche de alegria.

Quebrados ou lembrados, quais são os recordes que recheiam sua vida?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Desconheço

Desconheço muitas coisas sobre você.

Por exemplo: o lugar em que está, mas mesmo que não saiba disso, sei que vou querer estar contigo. Não sei a cor do teu cabelo, dos seus olhos, se você é alta ou baixa, se você é branca ou parda. Mas sei que vou te achar linda e repetir isso de mil maneiras diferentes.

Não sei o que você está fazendo nem o que gosta de fazer, mas sei que terei o maior prazer em te acompanhar nas suas atividades.

Não faço a menor idéia de como vamos nos conhecer, mas sei que nunca me esquecerei do dia em que isso acontecer.

Posso não saber mau nome. Mas tenho certeza de que ele ganhará um peso novo na minha vida.

Não te conheço, mas sei que um dia na minha vida terei o imenso prazer de te conhecer. Posso até já ter te visto em algum lugar, posso até ter cumprimentado você. Quem sabe até nós ja conversamos ou até nos conhecemos, mas isso eu não sei.

O que sei é que quando eu descobrir sua identidade, tudo que você merece será seu, tudo o que tenho guardado para você será dado, toda a inspiração que você me tráz virá em forma de poemas e presentes.

Eu sei disso como sei que o sol nascerá amanhã. Pois tenho certeza que não vou viver o resto da minha vida sozinho, sei o quanto eu preciso de você, o quanto você é importante para mim. E é por isso que estou convicto de que você existe, porque quero que você exista.

E é sabendo disso que vou viver minha vida, seu lugar será sempre seu, não sei se isso vai demorar, não sei se vai começar como uma amizade ou como uma aventura, Não sei se vamos brincar de gato e rato antes de nos entregar mos um ao outro, ou se mergulharemos juntos no imenso mar que é a paixão. Não sei de muita coisa, mas como já dizia o poeta...

...eu sei que vou te amar.