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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Blooming



Roses are red, violets are blue
Blurred is now the color of the truth that lies in you
Heedles eyes may not have noticed, what wise ones can behold
That behind a chaste countenance countless mysteries unfold

Stout urges of debauchery dwell within the same heart
From which innocence and purity suddenly had to part
Lust enhances its charms to be the one and only rule
And so unstained blossoms become a myth for the fool

For no girl becomes a woman without taking heed to the hiss
Of the sly and cunning voice from her very soul's abyss
And no girl becomes a woman without the clasp of the claws
That vanity and pride project through one's flaws

Fierce fights for fallen feelings make my mind mesmerized
Why would women be willing for such a somber sacrifice?
Will the glory of growing greed devour their daring dreams?
Rather rotten and forgotten under unrelenting sins?




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Dilemas da paixão XIV



Por que alguém iria querer você?

Está pergunta não esta sendo feita de maneira depreciativa, mas pare para pensar: o que você tem de diferente? O que você tem de bom? Quais são suas qualidades, virtudes, diferenciais? Qualquer habilidade ou virtude que você mencionar pode ser encontrada em maior abundância em alguma outra pessoa, logo, qual é o seu valor?

 A melhor resposta provavelmente seria que seu valor esta na singularidade da combinação de todas as suas características, tanto as boas quanto as ruins. Mas é claro que você não vai sair por aí falando seus defeitos para seu público alvo, você vai concentrar seu marketing nos seus pontos fortes, deixar as pessoas perceberem os seus diferenciais subjetivamente e atrair atenção para poder atingir seus objetivo. Certo?

Talvez não. Expectativas moldam a maneira com a qual sentimos o mundo. Se suas expectativas são frustradas, você se entristece ou fica com raiva, se suas expectativas são satisfeitas, você fica feliz, e se suas expectativas são superadas, você fica maravilhado. Logo, fazer propaganda é criar expectativa, declarar-se como portador de certas virtudes e habilidades gera no outro uma expectativa que antes não existia, e quanto maior a expectativa, maiores as chances de decepção. Logo a propaganda atrai o nível de exigência do cliente que ela atrai.

Mas então a solução seria não fazer propaganda? Esconder virtudes e habilidades para não aumentar sem necessidade as expectativas alheias, ser omisso em relação ao lado positivo de suas experiências e seu nível de proficiência e maestria nas habilidades por você desenvolvidas? Mas se você o fizer, estará escondendo praticamente tudo aquilo que te faz único e especial. E se seus diferenciais não são visíveis, voltamos a primeira pergunta:

Por que alguém iria querer você.

Cria-se mais um dilema: por um lado, a propaganda subjetiva das qualidades afim de ser validado e amado simplesmente por aquilo que se tem de melhor e único, criando risco do desencanto ou do aumento exagerado de expectativas.

E por outro a omissão dos pontos positivos que seriam o único diferencial que justificaria a validação alheia, tão necessária para a manutenção do estado emocional.

Dilemas, dilemas...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dança, orgulho e ensino.


Sempre relacionei orgulho com conquista, é possível sentir orgulhos de coisas pelas quais se lutou para conseguir, pois conquista implica mérito, logo, pra mim não faz sentido sentir orgulho de ser brasileiro, ou de ser negro, pois isso são coisas sob as quais não se tem influência nenhuma, eu podia ter nascido em qualquer lugar e ter qualquer etnia, mas por uma questão de acaso nasci aqui e tenho uma determinada cor.

Mas mesmo quando se cultiva orgulho por realização e conquista, pode-se cometer o erro de deixar-se levar pela arrogância e pela soberba. O acúmulo de conhecimento ou de habilidades vai fazendo você se comparar com as pessoas e gradualmente, se julgar superior á elas apenas porque suas habilidades o são. E isso é o erro mais grave do aprendizado: achar que se sabe muito.

Quanto mais eu estudo uma determinada área de conhecimento, mas me sinto ignorante nela pois vejo que sempre há mais para se estudar, quanto mais desenvolvo uma habilidade, mais eu vejo que há muito mais níveis de proficiência nela do que eu anteriormente conhecia. Não consigo deixar de pensar que sempre tenho que melhorar um pouco mais, sempre tenho que aprender um pouco mais, porém nem todo mundo pensa assim.

Vejo na dança algumas pessoas que gostam de serem vistas dançando, gostam de mostrar que sabem dançar bem. Não há nenhum problema com isso, habilidades bem desenvolvidas acabam tendo respaldo no ego e na auto estima, é natural que a pessoa procure validação externa naquilo que ela se acha capaz de fazer bem. Mas o problema não é quando a pessoa se julga boa, o problema é quando ela se julga melhor que os outros. Quando esse pensamento de superioridade começa a aparecer, a pessoa só quer saber de dançar com gente que dança bem, e perde a paciência com quem ainda é iniciante ou tem menos tempo de prática que ela.

Esse tipo de pessoa se esquece que para chegar no nível em que chegou, alguém melhor que ela teve que ter a paciência de ensinar: o "professor". E utilizo o termo não me referindo á profissionais da dança que são pagos para ensiná-la, estou falando de todas as pessoas que, em algum momento, tiveram a paciência e a solicitude de repassar conhecimento para alguém que sabia menos. Como alguém teria a capacidade de menosprezar quem sabe menos, se a própria pessoa só pode atingir a maestria através daqueles que sabem mais?

Entendo que nem todo mundo nasceu pra ser professor, nem todo mundo tem em si o prazer de ensinar, muitas pessoas querem simplesmente evoluir a si mesmas e atingir altos níveis de proficiência nas habilidades que cultivam, mas mesmo assim, mesmo que seu foco seja auto-aprimoramento, não ter paixão pelo ensino só demonstra que você não seria um bom professor. Não ter paciência de lidar com quem sabe menos que você demonstra que você além de ser um mal professor é também um mal aprendiz, pois se esquece que é possível aprender com quem sabe menos.

O problema é que isso é uma verdade que geralmente só os professores realmente entendem.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O desabafo



Você diria "não ande" para uma criança que está aprendendo a andar, para que ela não corresse o risco de cair?
Você diria "não saia de casa nunca " para uma pessoa, afim de evitar que ela fosse assaltada?
Você diria á uma mulher para não ter filhos, pois estes inevitavelmente conhecerão o sofrimento e morrerão um dia?
Não?
Mas você diz para os outros não se apaixonarem, para não correr o risco de se decepcionar. Por quê?
O que te faz pensar que de um lado há sofrimento inevitável e o do outro felicidade potencial?
Você se acha sábio e experiente ostentando cautela, mas se esquece que cautela e medo não ensinam nada pra ninguém, e sim a experiência. A maior parte do que você sabe hoje veio de algo que você fez, não do que deixou de fazer.
E agora vem me dizer para não nutrir expectativas? O mundo é feito de expectativas, meu caro. Felicidade e tristeza são feitas de expectativas, que hora são satisfeitas, hora não.
O que você espera que eu faça, que ande como se fosse ser apunhalado a qualquer momento?
De onde você tirou que essa é a maneira mais feliz de se viver a vida?
Ter resistência sem resiliência é inútil, aprenda a se recompor das inevitáveis dores da vida sem choramingar,  vá a campo e se teste, teste os outros.
Ou você espera que as coisas aconteçam enquanto seus sonhos morrem por inanição dentro de você?
Não, não. Não venha me dizer para amar menos, para demonstrar menos ou para viver menos intensamente. Não exite um meio-amar, um quase-gostar, ou uma pseudo-paixão.
Não diga para um atleta não competir por risco de perder, guarde esse seu medo para você. O atleta tem plena consciência de que perder faz parte da competição, assim como todo mundo. Não passou pela sua cabeça que se mesmo assim ele compete é porque deve ter um bom motivo?


Vai guardar suas fichas? Ótimo, pois eu vou apostar as minhas. Só não me venha chorando depois, dizendo que a felicidade não bateu á sua porta.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Metáfora XXIII


Os dois garotos não eram apenas amigos, eram quase irmãos. Tão próximos e parecidos que se trocassem de casa talvez os pais não percebessem. Brincavam das mesmas coisas, riam das mesmas piadas e viam os mesmos desenhos. Consequentemente, era de se esperar que compartilhassem dos mesmos sonhos. Por vezes eles se viam olhando o mesmo horizonte, imaginando as mesmas aventuras e cobiçando os mesmos prêmios.

Mas meninos são meninos, pequenos demais para alcançar as prateleiras altas da cozinha, onde estão os biscoitos mais gostosos, tolos demais para saber como alcançar um objetivo desafiador. E como os meninos que eram, algumas vezes ambos tentavam pular para alcançar aqueles prêmios tão distantes, mas nenhum deles sequer chegava perto.

Mas meninos crescem, e foi durante esse processo de crescimento que eles se viram mais uma vez olhando para o mesmo prêmio. O mais novo não era mais baixo ou fraco que o mais velho, até porque a diferença de idade entre eles era uma questão de poucos meses, portanto era de se esperar que estivessem em pé de igualdade perante um objetivo comum, ou pelo menos era isso que o mais novo pensava.

Então, como os meninos que estavam deixando de ser, eles pularam, esticando seus braços para alcançar o mesmo sonho. Mas desta vez foi diferente, desta vez a ponta dos dedos do mais velho chegou a tocar na lata de biscoitos. Eles se entreolharam depois da tentativa e sorriram um para o outro, como sempre faziam. Mas por dentro, o garoto mais novo não estava rindo, estava com medo. Ele estava começando a descobrir que não era assim tão parecido com seu amigo afinal de contas, apesar de terem a mesma altura, o mais velho pulara mais alto, isso significava que ele tinha forças que o mais novo não tinha, tinha uma vantagem natural sobre ele.

Triste, o menino mais novo reconheceu que compartilhar sonhos iria começar a perder a graça, pois a medida que ficassem mais velhos a diferença entre as capacidades de um e de outro ficaria maior, e sua inabilidade em alcançar sonhos entraria em evidência. Era melhor procurar outros sonhos, era melhor tentar alcançar outras coisas, pois se olhasse para os mesmo objetivos que o mais velho, sairia perdendo para ele.

Pular mais alto se tornou uma das maiores preocupações do menino mais novo desde então. Se bem que hoje ele não é mais um menino... ou é?